O amor que sabia era de sofá: chocolate, livro grosso e dormir cedo.

Dizia que sonhava, mas não era assim; na lareira fogo estéril, queimando forte como queima vida, um Balzac de cada vez.

Olhava a janela (no vento e na luz, calor de gente, hiperventilava), pensava um minuto e deixava de lado.

Suspirar.

“Um dia eu também”, era jura e promessa.

Mas até lá.

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